Archive for junho, 2009

Olha pro céu, meu amor.Vê como ele está lindo…

segunda-feira, junho 22nd, 2009

sao-joao

O mês junino tá próximo de acabar e eu ainda não dancei nenhuma quadrilha. Tenho saudades de quando me vestia de matutinha e ia me jogar na quadrilha do meu bairro, que nessa época estava todo decorado com bandeirinhas. O melhor que eu achava eram todas aquelas delícias de comidas típicas, e que hoje não é diferente.
Apesar da festa de São João ajudar a manter a imagem esteriotipada de quem vive no campo - imagem essa que eu me questiono- Sujeitos que falam errado, os dentes sujos, calças remendadas e dobradas até o joelho, chapéu de palha…é graças a ela, que a criançada de hoje tem acesso a outro universo, rural, que está cada dia mais distante da rotina de quem vive nas cidades grandes. É muito bacana toda essa atmosfera, são momentos de encontros com risadas, de simpatias e sem dúvida de muita diversão. Não é a toa que as mulheres se vestem de noivas e junto com seus noivos puxam as quadrilhas e vão pular a fogueira.

Viva a São João,São Pedro e Santo Antônio.

Já não mais para uma pequena burguesia.

quinta-feira, junho 18th, 2009

teatro10hp1

Há exatos 99 anos o cearense do municipio de Messejana e também o grande romancista brasileiro, foi homenageado com a inauguração de um teatro que levaria seu nome. Com quase um século de existência o Theatro Jose de Alencar foi inaugurado no dia 17 de junho de 1910 com a apresentação da Orquestra Sinfônica, sob regência dos maetros Luigi Smido e Henrique Jorge e com uma homenagem para Acioli, presidente da época, deve ter sido realmente um evento restrito para uma pequena burguesia, o que hoje tratamos apenas com a nomenclatura V-I-P.

Foi com a obra do poeta maranhense Arthur Azevedo, que o teatro José de Alencar teve seu primeiro espetáculo apresentado, acontecendo logo depois do mega evento que inaugurou a casa.

No dia 23 de setembro de 1910 a peça O Dote foi encenada pela companhia de teatro da atriz Lucile Pérez, sendo assim registrado como o primeiro espetáculo teatral realizado no Theatro José de Alencar, mais um evento para uma pequena burguesia.

Os camarotes do teatro mesmo com as reformas até hoje levam os nomes de suas obras. Iracema, uma das mais conhecidas e mais belas do autor também está cravada em um camarote. E é através desta obra que acredito que Alencar representou de forma mais sincera o amor que sentia pelo Ceará. Iracema foi um dos primeiros romances que tive acesso, li a obra ainda na escola, a leitura foi uma das obrigações escolares das aulas de literatura e foi aí que conseguir visualizar poéticamente as origens do meu estado.

Como todo teatro em qualquer cidade que se tem turista, o TJA continua sendo uma das atrações turísticas inclusa nos guias. E para comemorar o seu centenário, espero que para o próximo ano uma programação especial esteja sendo preparada, agora não mais para uma pequena burguesia.

Finalizo esse post feliz pela preservação da nossa história através do TJA.

MM